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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Tempo do Advento

Tempo do Advento
Fonte: Lista Exsurge Domini
Autor: John Nascimento

O Advento, que principia nas 1ªs Vésperas do Domingo que ocorre no dia 30 de Novembro ou no dia mais próximo e termina com as Vésperas do Natal do Senhor, é um tempo de preparação para o Natal e marca o início do Ano Litúrgico.


A palavra Advento tem o mesmo significado que "vinda".

O Advento prepara a "vinda" da Senhor :

1. Em cada tempo litúrgico ou em cada festa, "a Santa Igreja celebra a obra salvadora de Cristo", num tríplice plano : no passado, no presente e no futuro.

Deste modo, as assembleias cristãs que se reúnem no Advento celebram :

* A vinda na carne do Filho de Deus e o nascimento em Belém no tempo do Imperador César Augusto, d'Aquele que os Profetas anunciaram ao povo de Israel como Messias.

* A presença misteriosa, viva, actuante de Cristo na Sua Igreja, Seu Corpo, de modo especial, nos Sacramentos, na Palavra, na Assembleia cristã e no testemunho dos baptizados, intervindo, por Ela na história dos homens e penetrando, progressivamente, por intermédio dela, no mundo.

* A vinda gloriosa de Cristo (a "Parusia") no fim dos tempos, em que conheceremos plenamente o Seu amor, o esplendor do nosso destino, e em que verificaremos como a história humana, tão marcada pelas lágrimas e pelo sofrimento, termina num êxito total.

2. Ao reunir-se neste tempo santo, a Assembleia cristã :

* Professa que Deus é Amor e, por isso, vem para salvar o Seu Povo, para comunicar aos homens a vida nova que nos diviniza, vivendo a esperança do Povo eleito e a grande esperança da humanidade na vinda de tempos melhores.

* Procura na fé tomar uma consciência, cada vez mais profunda de que o anúncio da salvação se cumpriu já e o Salvador veio, ressuscitou, está connosco e vive e nos faz viver, abrindo assim a alma à alegria e à paz, nascidas da certeza de que o Senhor está em nós e nos outros.

* Assume uma atitude de vigilância, na expectativa da vinda gloriosa de Jesus, para estabelecer «uma terra nova e céus novos».(Ap.21,1), sem se deixar resvalar para o materialismo dos que sonham com paraísos na Terra, mas, por outro lado, compartilhando «as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem» (GS 1) e trabalhando na construção dum mundo que se inaugura com a Parusia e se começa a edificar no presente.

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