Recebei, Senhor do Céu - Ofertório
Recebei, Senhor do Céu: uma bela opção para o Ofertório da Missa
A música “Recebei, Senhor do Céu” é um daqueles cantos litúrgicos que, mesmo sendo conhecido há muitos anos em diversas comunidades, continua atual pela riqueza de sua letra e pela profundidade de sua mensagem.
A letra é atribuída ao Pe. Josmar Braga, enquanto sua melodia tem origem anônima, remontando ao século XVII. Isso ajuda a explicar o caráter solene e sereno da composição, que une uma melodia antiga a um texto profundamente ligado ao sentido da celebração eucarística.
Uma música que expressa o verdadeiro sentido do Ofertório
A letra apresenta de forma muito clara aquilo que está acontecendo naquele momento da Missa:
“Recebei, Senhor do céu, nossa oferta deste pão...”
O canto fala diretamente do pão e do vinho apresentados ao altar, recordando aquilo que eles se tornarão na celebração eucarística: o Corpo e o Sangue de Jesus.
Por isso, “Recebei, Senhor do Céu” é uma excelente escolha para o momento da apresentação das oferendas, popularmente conhecido como Ofertório. Sua letra está diretamente relacionada ao rito e não apenas fala genericamente de entrega, louvor ou oferta.
Além disso, a música conduz a assembleia a contemplar o mistério da Eucaristia:
“Neste Corpo e neste Sangue acharemos salvação...”
É justamente essa ligação entre o texto cantado e aquilo que está sendo celebrado que faz desta música uma opção liturgicamente muito adequada.
Quando cantar “Recebei, Senhor do Céu”?
A música pode ser utilizada durante a preparação e apresentação das oferendas, no momento em que o pão e o vinho são levados ao altar.
Por não estar ligada especificamente a um tempo litúrgico, pode ser cantada em diferentes períodos do ano, tanto no Tempo Comum quanto em outras celebrações, desde que seja adequada ao contexto da Missa.
Seu caráter mais solene também combina especialmente com celebrações em que se deseja valorizar o sentido eucarístico e a participação da assembleia.
Uma versão mais moderna, sem perder a essência
A versão que estamos apresentando neste artigo traz uma nova roupagem musical para “Recebei, Senhor do Céu”.
A proposta não foi mudar a composição original. A letra foi preservada e a melodia continua sendo a mesma, permitindo reconhecer imediatamente a música que tantas comunidades já conhecem.
A novidade está principalmente no arranjo, que traz uma sonoridade mais moderna e atual, tornando o canto mais envolvente, sem descaracterizar sua identidade litúrgica.
É uma possibilidade interessante para músicos e ministérios que gostam da riqueza das músicas tradicionais, mas desejam apresentá-las com instrumentos e uma produção musical mais contemporânea.
Quem canta e onde encontrar a música?
Por ser uma música que se difundiu principalmente através de hinários, folhetos litúrgicos e repertórios utilizados pelas comunidades, não é fácil apontar um único intérprete ou um CD como responsável por torná-la conhecida.
A autoria da letra é atribuída ao Pe. Josmar Braga, sobre uma melodia anônima do século XVII. Ao longo dos anos, a música passou a ser interpretada por diferentes grupos e músicos, tornando-se parte do repertório litúrgico de muitas comunidades.
Abaixo, você pode ouvir a versão mais moderna apresentada pelo Universo Litúrgico, mantendo a letra e a melodia tradicional, mas com um novo arranjo.
Cifra de “Recebei, Senhor do Céu” – Tom: Em
[Tom: Em]
Em Bm C
Recebei, Senhor do céu
G C Bm Em
Nossa oferta deste pão
G A Bm
Este pão se tornará depois
G Em Am7 Bm7 Em
Corpo vivo de Jesus
Em Bm C
Recebei também, Senhor
G C Bm Em
Deste vinho nosso dom
G A Bm
Este vinho que será depois
G Em Am7 Bm7 Em
Sangue vivo de Jesus
Em Bm C
Neste Corpo e neste Sangue
G C Bm Em
Acharemos salvação
G A Bm
Renovados com celeste ardor
G Em Am7 Bm7 Em
Saberemos ser fiéis
Em Bm C
Glória ao Pai onipotente
G C Bm Em
Glória ao Filho Redentor
G A Bm
E ao Espírito de eterno amor
G Em Am7 Bm7 Em
Pelos séculos. Amém
“Recebei, Senhor do Céu” mostra que uma música antiga não precisa ficar presa a um único estilo. Com respeito à sua melodia, à sua letra e ao seu sentido litúrgico, um novo arranjo pode ajudar a aproximar essa bela composição das novas gerações e, ao mesmo tempo, preservar a riqueza de um canto que continua sendo uma excelente escolha para o momento das oferendas na Santa Missa.

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